Poder consultar um glossário financeiro sempre que bate uma dúvida sobre algum termo relacionado à gestão do dinheiro ou ao universo dos investimentos é uma mão na roda, concorda?

É provável que você, como grande parte da população brasileira, não aprendeu conhecimentos de educação financeira na escola ou, até mesmo, na faculdade. Quando isso ocorre, aumentam as chances de a pessoa se endividar e passar por dificuldades ligadas à falta de recursos.

Se você não quer passar por esse tipo de situação, mas sim adquirir a capacidade de poupar e investir, dedique um pouco do seu tempo para conhecer estes 39 termos do mercado financeiro. Fique com a gente até o final e conquiste uma melhor vida financeira!

1. Ação

Ação é a mínima parte do capital social de uma companhia. Em linguagem simples, se compararmos uma sociedade anônima (S/A) com uma construção, cada tijolo da obra seria uma ação. Também é conhecida como “papel” na bolsa de valores, onde são negociadas as ações das empresas de capital aberto. Quem compra uma ação, torna-se sócio ou acionista da companhia.

2. Bolsa de valores

Bolsa de valores é o ambiente onde se negociam ativos, geralmente, de renda variável. No cotidiano, a bolsa é bastante associada à compra e à venda de ações de empresas. No passado, as operações eram feitas por meio do pregão presencial, no qual ocorriam lances até o fechamento das transações.

Hoje em dia, porém, os negócios são feitos pela Internet. Atualmente, a bolsa brasileira se chama B3, a qual tem a sede na cidade de São Paulo.

3. Capital de giro

Capital de giro, como o nome sugere, é o dinheiro necessário para manter as atividades de rotina de uma empresa. Com esse recurso, o negócio pode pagar fornecedores e funcionários, comprar matéria-prima, produzir mercadorias, realizar as entregas etc. Sem capital de giro, a operação do empreendimento pode ficar bastante prejudicada.

4. Capital social

Capital social é o valor investido por acionistas ou cotistas, respectivamente, em sociedades anônimas e sociedades limitadas. Geralmente, tal recurso é colocado pelos sócios para dar início às atividades da empresa. Quando uma companhia abre o capital, ou seja, entra na bolsa de valores, ela divide o capital social em um número determinado de ações.

5. Cartão de crédito

Cartão de crédito é um meio de pagamento pelo qual a pessoa pode fazer compras e desembolsar a quantia correspondente em uma data futura, seja de uma só vez, seja de forma parcelada. Na prática, trata-se de uma modalidade de fazer um empréstimo a curto prazo com um banco.

Como os juros cobrados em caso de atraso são altos, é necessário ter cuidados com o cartão de crédito. Pagar a fatura sempre em dia, por exemplo, é imprescindível.

6. CDB

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é uma aplicação financeira de renda fixa, pela qual o banco que emite o título “empresta” dinheiro do investidor, em troca de uma taxa de juros sobre o valor aplicado.

O ganho de quem investe pode ser pré-fixado, quando a taxa já é definida na ocasião da compra do ativo, ou pós-fixado, quando o rendimento só é conhecido no momento do resgate. Também pode haver uma remuneração mista, que combina as duas formas anteriores.

7. CDI

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é a taxa utilizada nas operações de empréstimo entre os bancos. Geralmente, ela acompanha de perto a taxa básica de juros (Selic). O CDI é bastante utilizado como referência para a rentabilidade das aplicações de renda fixa pós-fixadas. Assim, você pode encontrar ativos que rendem X por cento do CDI. Em geral, bancos médios e pequenos tendem a oferecer uma porcentagem maior de rendimento do CDI em comparação a bancos grandes.

8. Cheque especial

Cheque especial é uma modalidade de crédito pré-aprovada para quem é correntista de um banco. Assim, determinado valor fica disponível para utilização, seja para saque, seja para pagamento etc.

Como não há análise prévia para liberação desse dinheiro, como ocorre em outras linhas de crédito, a taxa de juros do cheque especial costuma ser alta. Por isso, quem faz uso desse recurso deve ter cuidado para não se endividar.

9. Corretora de valores

Uma corretora de títulos e valores mobiliários é uma entidade que faz a intermediação de negócios no mercado financeiro, geralmente, entre o investidor e as instituições que emitem os ativos de renda fixa ou renda variável.

De um jeito simples, uma corretora pode ser comparada a uma loja de investimentos, onde é possível encontrar os mais diversos produtos.

10. Crédito empresarial

O crédito empresarial representa o dinheiro que um negócio pode obter no presente em troca do pagamento do capital tomado mais os juros em data futura, de uma só vez ou em parcelas.

Em geral, as taxas cobradas no crédito empresarial são mais baratas do que nos empréstimos para pessoa física, já que as empresas podem oferecer mais garantias para quem oferta o crédito, como imóveis, veículos, contas para receber dos clientes etc.

11. Crédito rotativo

Crédito rotativo, geralmente, é uma espécie de empréstimo feito a quem não consegue pagar toda a fatura do cartão. Por ser concedida de forma emergencial, tal linha apresenta quase sempre a maior taxa de juros do mercado.

Por esse motivo, a pessoa deve evitar ao máximo “cair no rotativo”. Em alguns casos, parcelar a fatura sai mais vantajoso do que rolar a dívida para o mês seguinte.

12. CVM

CVM é a sigla da Comissão de Valores Mobiliários. Essa entidade é responsável por fiscalizar o mercado de capitais, como a bolsa de valores. Um dos focos dessa atuação é combater o uso privilegiado de informações das empresas — prática conhecida como “insider trader”, quando alguém lucra ao saber de algo que não era sabido pelo público em geral.

13. Debênture

Debênture não é um termo muito utilizado no dia a dia, por isso, um glossário financeiro é essencial para a compreensão dessa palavra. Na verdade, essa expressão representa um título de renda fixa emitido por empresas. Quem adquire esse papel, então, empresta dinheiro a um negócio em troca de uma taxa de juros.

14. Dividendo

Dividendo é o nome de uma espécie de participação nos lucros que as empresas negociadas na bolsa de valores oferecem aos acionistas de tempos em tempos. Os investidores que têm as chamadas ações preferenciais têm prioridade no recebimento desse ganho.

15. Educação financeira

Educação financeira pode ser entendida como o conjunto de conhecimentos relacionados à gestão do dinheiro, à psicologia do consumo, aos investimentos em geral, aos métodos de economia e de poupança etc.

Uma ótima forma de obter educação financeira precisa buscar isso por conta própria, por exemplo, em cursos, vídeos, livros etc. Saiba que tais conhecimentos são essenciais para você ter uma relação saudável com o dinheiro e, assim, não sofrer por causa da falta de recursos.

16. Empréstimo coletivo

Também conhecido por peer-to-peer (P2P) Lending, o empréstimo coletivo é um modelo de oferta de crédito sem a intermediação de bancos. Geralmente, tal modalidade é utilizada por empreendedores, que buscam financiar os próprios negócios com taxas de juros mais baixas. O P2P tem sido executado pelas fintechs, empresas que aplicam a tecnologia à área financeira, de modo a baratear os custos das transações.

17. Empréstimo consignado

Empréstimo consignado é a modalidade de crédito em que o pagamento do valor tomado já é descontado do salário de quem adere a essa linha. Devido a essa garantia, o consignado tem taxas de juros menores em comparação a outras opções do mercado financeiro. Geralmente, ele é utilizado por servidores públicos e aposentados, mas também por assalariados da iniciativa privada.

18. Empréstimo online

Empréstimo online pode ser considerada uma modalidade recente de oferta de crédito feita pela Internet. Como hoje em dia existem vários bancos de dados com informações das pessoas, a análise de crédito é muito rápida e, assim, a disponibilidade do crédito é mais barata. Caso haja a aprovação, via de regra, o dinheiro é transferido em poucos dias a quem o solicitou.

19. Financiamento

Financiamento é um tipo específico de empréstimo, em que o crédito é destinado para a compra de um bem ou a aquisição de um serviço previamente definidos. Assim, quem pega esse dinheiro não tem liberdade para utilizá-lo como quiser. Geralmente, quando a pessoa consegue um financiamento, a instituição que o concede já entrega o dinheiro diretamente para a empresa onde será comprado o bem ou o serviço.

20. Fundo de investimento

Fundo de investimento pode ser considerado como uma aplicação coletiva, já que muitas pessoas se unem para ter um capital maior e, com isso, aproveitar as oportunidades do mercado financeiro.

Quem investe em um fundo de investimento, na verdade, adquire cotas dessa aplicação. Assim, os eventuais ganhos são proporcionais às cotas. No mercado, existem diversos tipos de fundos, como os de renda fixa, de ações, de índice, cambiais, multimercado etc.

O capital do fundo, via de regra, é administrado por um gestor profissional, logo, o investidor não tem liberdade para escolher os ativos da carteira de investimentos. Em compensação, quem aplica não precisa acompanhar o dia a dia do mercado.

21. Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

O FGC é uma associação formada por instituições financeiras cujo objetivo é proteger o investidor em caso de inadimplência ou falência das empresas que captam recursos. Por ser uma espécie de seguro, o FGC pode ressarcir o investidor em até R$ 250 mil por instituição, a exemplo de cooperativas de crédito, financeiras e bancos comerciais ou múltiplos).

As principais aplicações bancárias cobertas pelo FGC: caderneta de poupança, CDB, LCI, LCA, DPGE, LIG.

22. Home broker

O home broker é a plataforma de negociação de ativos na Internet, oferecida por bancos e corretoras de valores. Com isso, o investidor pode escolher as aplicações mais adequadas ao próprio perfil e, em poucos cliques, fazer a aquisição dos ativos. Antes, porém, é preciso transferir o dinheiro para a conta de investimento na corretora ou no banco.

23. Ibovespa

Ibovespa é o principal índice do mercado de ações brasileiro. Tal nome se refere à antiga denominação da Bolsa de Valores de São Paulo, hoje chamada de B3. O Ibovespa pode ser considerado um resumo do mercado acionário do país, já que ele representa uma carteira teórica das ações mais negociadas na bolsa nacional. Quando você ouve nos jornais que a bolsa subiu ou caiu, via de regra, trata-se do desempenho do Ibovespa.

24. Inflação

Em um glossário financeiro, inflação pode ser vista como um dos principais termos, afinal, ela está ligada diretamente ao poder de compra das pessoas. Na verdade, a inflação representa o aumento generalizado dos preços das mercadorias.

Assim, se o custo dos produtos e serviços para o consumidor final se eleva, o dinheiro passa a valer menos. Do ponto de vista das aplicações financeiras, o investidor deve buscar por ativos que tenham rendimento acima da inflação, de modo a obter ganho real.

25. Investimento

Quem procura saber o que é investimento, deve ter em mente que esse termo se refere a uma aplicação cujo objetivo é obter ganho de capital no futuro. Os investimentos financeiros podem ser classificados como de renda fixa ou de renda variável, mas também há outras formas de investir, por exemplo, um negócio próprio, aluguéis, qualificação profissional etc.

26. Juros compostos

Juros compostos é uma maneira de calcular o rendimento do dinheiro ao longo do tempo. Nesse caso, a taxa é aplicada sempre sobre o montante acumulado e não sobre o capital inicial, como ocorre com os juros simples.

Assim, quem investe no horizonte de prazo mais estendido, pode se aproveitar do efeito dos “juros sobre juros” para potencializar o retorno dos investimentos de renda fixa.

27. LCA

Letra de Crédito do Agronegócio é um tipo de aplicação de renda fixa. O dinheiro captado pela instituição bancária deve ser utilizado para a oferta de crédito ao setor do agronegócio. Diferentemente do CDB, a LCA é isenta da cobrança de Imposto de Renda sobre o rendimento.

28. LCI

A Letra de Crédito Imobiliário é uma aplicação de renda fixa praticamente com as mesmas características da LCA, com a exceção de que os recursos captados pelo banco devem ser usados para ofertar crédito ao setor de imóveis.

29. Liquidez

Liquidez pode ser vista como a medida com que a pessoa consegue converter o investimento em dinheiro livre para uso. Enquanto ativos do mercado financeiro, como CDB e algumas ações de empresas são líquidos, imóveis têm baixa liquidez, afinal, não é fácil se desfazer deles com tanta rapidez.

30. Orçamento familiar

Orçamento familiar é um instrumento de planejamento das finanças de uma família. Com ele, é possível programar as despesas de determinado período, geralmente de um mês, com base na previsão de receitas.

Dessa maneira, o indivíduo tem controle sobre suas finanças. Nesse sentido, o orçamento familiar contribui para a formação de poupança, já que é possível reservar uma quantia mensal para investimentos.

31. Perfil do investidor

Perfil de investidor está associado à tolerância a risco do indivíduo que pretende aplicar recursos no mercado financeiro. Em geral, existem três perfis básicos: conservador, moderado e agressivo. No primeiro caso, a pessoa quer preservar o patrimônio e evita riscos.

No segundo, ela aceita alguma chance de perda, para poder lucrar mais. No terceiro, por fim, o investidor tem a rentabilidade como prioridade. Para descobrir qual o seu perfil de investidor, é necessário passar por um teste, que é feito pelos bancos e corretoras antes de a pessoa aplicar recursos, mas também pode ser realizado na Internet.

32. Prazo de carência

Prazo de carência é um limite de tempo no qual o investidor não pode resgatar o dinheiro que ele aplicou em determinado ativo. Quanto maior o prazo de carência, maior tende a ser rentabilidade da aplicação. Isso acontece, geralmente, para compensar a pessoa que deixou a quantia parada por mais tempo.

33. Renda fixa

Renda fixa é a classe de investimento em que as aplicações se parecem com empréstimos, ou seja, o investidor entrega um recurso para alguém (banco, empresa ou governo) por certo tempo, em troca do recebimento de uma taxa de juros, a qual pode ser pré ou pós-fixada. Devido a essa característica, a renda fixa é marcada pela previsibilidade dos ganhos e pela segurança das aplicações.

34. Renda variável

Renda variável é a classe que possibilita o maior rol de opções de investimentos. Geralmente, o preço das ações por exemplo, é regido pela lei da oferta e da procura. Por causa do maior risco em comparação à renda fixa, os ativos de renda variável têm um alto potencial de retorno.

Nessa classe, encontram-se os derivativos,que são ativos relacionados a outros investimentos, como minicontratos de índice e de dólar. As opções, outro tipo de renda variável, funcionam para proteger o investidor de determinados cenários, seja de alta ou de baixa. Atualmente já é possível negociar opções de ações, commodities, dólar, juros, índices.

35. Rendimento

Rendimento pode ser considerado o ganho obtido sobre determinada aplicação. Ele pode ser mensurado em valores absolutos ou em porcentagem sobre o capital inicial. Para ter uma noção clara do desempenho da aplicação, o investidor deve analisar o rendimento líquido dos ativos, ou seja, com o desconto de custos operacionais e de tributos. Além disso, é preciso diminuir a inflação do retorno, para saber se houve ganho real no investimento.

36. Reserva financeira

A reserva financeira, também conhecida como reserva de emergência ou fundo de segurança, é uma quantia acumulada com o objetivo de socorrer a pessoa ou a família em caso de imprevistos, como por exemplo, em problemas de saúde ou desemprego.

Tal recurso deve corresponder entre seis meses a dois anos da renda normal da pessoa. Recomenda-se que profissionais autônomos tenham uma reserva financeira maior, já que os ganhos deles não são tão previsíveis como os de um assalariado.

37. Selic

A taxa básica de juros (Selic) é definida a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetária (Copom), órgão ligado ao Banco Central do Brasil (Bacen). Tal taxa é usada nas operações de compra e venda de títulos públicos entre o Bacen e as instituições bancárias.

Por ser a menor taxa do mercado brasileiro, ela serve de referência para a cobrança de outras taxas, como empréstimo, financiamento, cartão de crédito, parcelamentos em lojas etc.

38. Tesouro Direto

Tesouro Direto é um programa, criado pelo Tesouro Nacional e a antiga BM&FBovespa, em 2002, para possibilitar que pessoas físicas possam adquirir títulos públicos federais por meio da Internet.

Quando os bancos e as corretoras estão integrados a esse programa, o investidor pode fazer a compra e a venda de títulos diretamente no home broker da instituição da qual é cliente.

39. Títulos públicos

Títulos públicos, do ponto de vista do governo federal, que os emite, são obrigações de dívida. Já para os investidores eles são ativos de renda fixa ou direitos de crédito. Na prática, a pessoa empresta dinheiro para o Tesouro Nacional em troca de uma taxa de juros. Com esse recurso, o governo financia as atividades públicas. De modo geral, há três tipos básicos de títulos públicos: os pré-fixados, os vinculados ao IPCA (índice oficial de inflação) e os ligados à taxa Selic.

Agora que você conheceu este glossário financeiro, é provável que tenha mais afinidade com os principais termos ligados à gestão do dinheiro e aos investimentos em geral.

De qualquer forma, lembre-se de que esse mercado não se limita a esses termos e que seu universo é muito mais complexo. Por isso, continue o seu processo de aprendizagem no que diz respeito à educação financeira. Quanto mais conhecimentos você adquirir, mais segurança terá para investir o seu dinheiro de acordo com o seu perfil de tolerância a risco.

É claro que nessa jornada você não precisa fazer tudo isso sozinho, afinal, hoje em dia existem ferramentas que auxiliam o indivíduo na gestão financeira pessoal e familiar, além de sugerir os investimentos mais adequados para a realidade vivida.

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