Você já ouvir falar sobre fintechs de investimentos? Se desconhece o termo, saiba que é questão de tempo até que isso seja uma palavra tão comum quanto investir em banco ou corretora.

Uma nova era de inovação tecnológica chegou aos serviços financeiros e isso é ótimo para quem quer investir com pouco dinheiro e baixo custo. Investir com uma experiência agradável (esqueça formulários chatos e termos técnicos), com baixo risco e com valores pequenos.

Vamos te mostrar que essa nova realidade já chegou ao Brasil e a tecnologia é simples e acessível. Em breve, investir por fintechs vai ser tão comum quanto usar sua rede social.

Realmente uma nova era financeira irá se estabelecer para transformar o dia-a-dia da sociedade brasileira.

Ficou curioso para saber mais sobre o assunto? Então, acompanhe a leitura do artigo e saiba como escolher a sua fintech!

Como as fintechs surgiram?

O termo vem do inglês, mais particularemente dos Estados Unidos, berço da inovação tecnológica. O termo financial technology une o melhor dos dois mundos: a racionalidade do mercado financeiro e a inovação da indústria de TI.

Não é a toa que nomes como Amazon, Google e Apple já são fintechs em áreas como meios de pagamento, seguros e até empréstimos.

Por mais recente que pareça o conceito, o termo foi utilizado pela primeira vez em 1980 por Peter Knight, na época um editor da seção de negócios do jornal Sunday Times. Ele o usou para descrever um robô que alterou sua caixa de e-mails.

Muitas inovações depois, a simbiose robô e homem chegou ao mercado financeiro para resolver um problema: como simplificar a relação do homem com o dinheiro? A partir disso surgiram várias soluções distintas:

  1. Meios de pagamento: pagamentos instantâneos feitos via QR Code ou SMS;
  2. Contas correntes: bancos 100% digitais sem cobrança de tarifas;
  3. Cartões de crédito: cartões sem anuidade e com opções virtuais;
  4. Empréstimos: empréstimos entre indivíduos, entre empresas ou entre empresas e indivíduos;
  5. Câmbio: remessa internacional sem custo e com taxas de câmbio mais justas;
  6. Seguros: contratação online com avaliação de riscos individuais;
  7. Gestão financeira: aplicativos que controlam seu orçamento e até conversam com você;
  8. Investimentos: algoritmos matemáticos definem sua carteira.

Não dá pra tratar de todas as soluções num artigo, portanto vamos concentrar a atenção no segmento de INVESTIMENTOS.

Muitas startups de investimentos já são dominantes em países como Estados Unidos, Inglaterra, China e Cingapura. Mas apenas recentemente empresários visionários decidiram atacar o problema também no Brasil.

Quais são as fintechs do Brasil?

Imagine abrir uma conta em poucos minutos, simular projeções e objetivos personalizados, conversar num chat online com um especialista e investir numa carteira de investimentos personalizada para seus interesses.

E o melhor, poder resgatar a qualquer momento seu dinheiro sem ter que se incomodar de ligar para alguém.

Em resumo essa é a proposta de valor das fintechs de investimento. E já existem algumas para você escolher. O mais interessante é que você não precisa ter muito dinheiro para ter tudo isso AGORA MESMO.

Veja abaixo algumas das principais:

  1. Toro: Corretora digital que cobra corretagem apenas sobre seus ganhos. Isso que é alinhamento de interesse! Atualmente eles oferecem títulos públicos, renda fixa bancária e ações. Sem mínimo inicial.

 

  1. Warren: Ex-sócios da XP Investimentos criaram a Warren Brasil (baita homenagem hein Buffet…). Um bot inteligente te orienta a criar seus objetivos financeiros e escolher dentre carteiras de investimentos automatizadas ou produtos da plataforma aberta da corretora. Sem mínimo inicial.

 

  1. Monetus: Fintech mineira com um diferencial único que permite mesclar investimentos escolhidos por um algoritmo com opções personalizadas. De uma maneira visual e simples. Sem mínimo inicial.

 

  1. Magnetis: A mais antiga dentre o grupo. Se especializou em desenvolver carteiras de investimentos para cada perfil de risco (atualmente são cinco). O cliente só faz a TED, escolhe a carteira e não precisa se preocupar com mais nada. Mínimo inicial de R$ 1.000

 

  1. Verios: modelo similar a Magnetis. Mínimo inicial de R$ 2.000.

 

  1. Diin: fundada por ex-sócios da Rico Investimentos, com foco em micro-investimentos, você começa com R$ 50 apenas, investindo em títulos públicos. Eles ensinam a seguir um plano de 21 dias para criar o hábito de investir.

 

  1. Ciclic: startup investida pelo Banco do Brasil, com foco em previdência privada. Você cria seus objetivos de longo prazo e eles recomendam a melhor carteira de previdência para você. Mínimo de R$ 100

 

  1. Nubank: Nubank recusa apresentações e agora com a funcionalidade de poupar no Nuconta, você investe em LFT (título público pós-fixado) sem valor mínimo inicial.

 

  1. Vitreo: Ex sócios da XP e da Empiricus criaram a gestora de fundos Vitreo. Eles oferecem fundos que investem nos melhores fundos da categoria previdência, multimercado e renda fixa. Mínimo inicial de R$ 1.000

Propostas de valor diferentes para o mesmo problema: como investir o dinheiro?

Essa pergunta atraiu vários investidores estrangeiros, como fundos de private equity que querem alavancar o impacto e alcance dessas empresas no Brasil.

É o caso de alguns investidores que já ajudaram marcas como Facebook e Airbnb e que agora vão também revolucionar a forma de investir do brasileiro.

Como será o futuro?

Algumas dessas empresas inclusive já são “unicórnios”, termo usado para definir empresas que tem valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, como é o caso do Nubank.

Se elas já são valiosas agora, num momento que investir ainda é uma “dor de cabeça” para maior parte das pessoas, imagina quando o brasileiro se acostumar com contas digitais e investir com robôs de investimento?

Saiba que menos de 10% da população brasileira tem dinheiro guardado e apenas 1% dos aposentados tem independência financeira. Dá pra se ter uma ideia da transformação financeira que o Brasil vai viver no CURTO PRAZO.

Não é a toa que bancos tradicionais, como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil já estão abraçando essas inovações e existem rumores que os mesmos já pensam em oferecer investimentos inteligentes para seus clientes de varejo.

Essa mesma postura foi adotada pelos bancos americanos quando as fintechs começaram a “incomodá-los”. No final, se o custo for menor e a experiência for mais agradável ao cliente, todos saem ganhando, clientes e empresas.

Bem-vindo a nova ERA FINANCEIRA DOS INVESTIMENTOS! JÁ ESCOLHEU A SUA?